Santo António das Areias foi o ponto de encontro de cerca de 200 corredores que no domingo “assaltaram” por trilhos, em passo de corrida, o castelo de Marvão. 10 lobos estiveram disponíveis para a dura tarefa proposta pelos Ases do Pedal. Luís Anacleto atacou a volta longa de 42 Km que concluiu no 3.º posto e 2.º M20 com 4 h 05 m 27 s. Na distância de 21 Km, mais participada, os melhores lobos foram o casal Nuno Paiva (3.º e 2.º M20 com 2 h 12 m 29 s) e Ana Miranda (2.ª F20 com 3 h 02 m 11 s). Os restantes elementos da equipa classificados foram: 29.º João Farinha com 2 h 42 m 16 s; 31.º Pedro Tavares com 2 h 44 m 25 s; 37.º Luis Rodrigues com 2 h 45 m 27 s; 50.º Fábio Costa com 2 h 58 m 58 s; 51.º Rui Silva com 2 h 59 m 01 s e 58.º Luís Maurício com 3 h 02 m 33 s. De registar ainda a gentileza da Organização que convidou dois atletas do clube, Luís Maurício e Ana Vintém, para padrinhos do evento.
Veteranos de luxo na Moita
Vítor Cordeiro conquistou ontem na Moita o título de Campeão Nacional Master (M50) de Meia Maratona. Correu a distância em 1 h 14 m 11 s, 16.º da Geral. Na mesma prova outro dos nossos veteranos de luxo, Emílio Paulino, obteve o 2.º lugar da sua categoria etária (M55) e o 79.º da Geral com 1 h 23 m 59 s. Mais atrás no pelotão Ana Ramos estreava-se na distância com 2 h 26 m 38 s acompanhada por Paulo Gandum com o mesmo tempo. Foram 569.º e 570.º da Geral, respectivamente. A prova foi ganha pelo bejense made in ACP Bruno Paixão com 1 h 7 m 23 s.
Quelhas 3.º M35 em Coimbra
Neste FDS houve lobos em 4 eventos. Neste artigo damos conta das presenças na Meia Maratona de Coimbra (9) e Corrida das Nações (noite de dia 8). Em Coimbra Filipe Quelhas retirou 1 m 13 s ao seu RP fixando-o em 1 h 21 m 16 s que lhe permitiu alcançar o 26.º lugar da Geral (748) e 3.º M35. Na distância de 10 Km estreou-se Joana Melo que foi 571.º de 678 com 61 m 50 s. Na prova nocturna lisboeta João Pereira coleccionou mais um K10 desta feita percorridos em 50 m 08 s, 208.º de 921 classificados.
Semedo TOP10 no DuraTrail
Não foi particularmente feliz a participação do AC Portalegre / UTSM no IV Dura Trail, a 8.ª das 9 jornadas do Campeonato Nacional de Trail Ultra. Ainda tentávamos um lugar no pódio colectivo do Campeonato mas ontem não classificamos a equipa pois 2 dos 4 atletas presentes viram-se forçados a abandonar. A prova foi ganha por André Rodrigues com 5 h 06 m 56 s e Luís Semedo, 9.º com 5 h 51 m 29 s nos cerca de 60 Km do percurso (bem mais que os 53 Km anunciados), foi o melhor dos lobos. Nelson Caldeira, vindo de lesão, foi 78.º com 7 h 43 m 59 s. Luís Malheiro e Marco Nabais optaram por abandonar já numa fase adiantada da prova, gasto que estava todo o combustível, numa prova em que o calor impróprio para a época, o sobe-e-desce constante e os Km extra “oferecidos” aos concorrentes foram variáveis que conjugadas fizeram mossa. Na mais curta das 3 distâncias (15 Km) do evento Hugo Sequeira foi 20.º com 1 h 38 m 24 s.
A rock”n”roll(ar) na multidão
As meias da ponte valem sobretudo pelo espectáculo. Dificilmente lá se consegue um RP dada a dificuldade em chegar à partida, a dificuldade em “começar” a correr e o percurso pouco amistoso da da Vasco da Gama Rock ‘n’ Roll Santander Totta Half Marathon RTP. Já a Rock ‘n’ Roll Lisbon Marathon EDP possui um percurso maravilhoso entre Cascais e o Parque das Nações embora o final seja penoso e normalmente cobre factura. Estiveram presentes 3 lobos nestes dois eventos. Na Maratona Paulo Gandum – o único lobo presente já que a maioria está de baterias apontadas para o Porto – não foi feliz e teve que penar para chegar à meta no 3153 .º lugar (de 3520) com 5 h 03 m 11 s. Na Meia Hugo Sequeira foi o 364.º (de 5753) com 1 h 35 m 07 s e Pedro Tavares garantiu também o TOP 500 (435.º)com 1 h 36 m 59 s, nova melhor marca pessoal.
ACP 1.º na Badajoz > Elvas

Não é uma Meia Maratona fácil e muitos fogem dela a sete pés mas os lobos sempre nutriram um carinho especial pela prova que une dois países e nela correm a sete pés. Hoje fomos nada menos de 18 entre os 224 que a terminaram e vencemo-la colectivamente um ano mais. É sempre um prazer subir ao degrau mais alto do pódio em Elvas. Individualmente destacaram-se e subiram ao pódio os suspeitos do costume: Vitor Cordeiro, Emílio Paulino e Vitorina Mourato. De assinalar a estreia na distância de Marco Nabais, José Moisés e Filomena Cordeiro bem como o excelente momento de forma de Nuno Paiva e Francisco Costa em cima da “hora e vinte”. Vejamos os resultados de todos:
28.ª Meia Maratona Badajoz > Elvas (2/10):
1.º Bruno Paixão (BAC) 1 h 11 m 22 s
9.º Vitor Cordeiro (AC Portalegre / UTSM) 1 h 15 m 57 s – 2.º M50
11.º Luis Semedo (AC Portalegre / UTSM) 1 h 16 m 52 s
26.º Nuno Paiva (AC Portalegre / UTSM) 1 h 21 m 48 s
31.º Francisco Costa (AC Portalegre / UTSM) 1 h 22 m 52 s
45.º Emílio Paulino (AC Portalegre / UTSM) 1 h 25 m 16 s – 1.º M55
50.º Marco Nabais (AC Portalegre / UTSM) 1 h 27 m 54 s
69.º Miguel Serafim (AC Portalegre / UTSM) 1 h 32 m 47 s
84.º João Carlos Correia (AC Portalegre / UTSM) 1 h 36 m 44 s
86.º João Farinha (AC Portalegre / UTSM) 1 h 37 m 20 s
87.º Rui Monteiro (AC Portalegre / UTSM) 1 h 37 m 21 s
95.º Vitorina Mourato (AC Portalegre / UTSM) 1 h 38 m 50 s – 6.ª F – 1.ª F50
98.º Luis Cruz Rodrigues (AC Portalegre / UTSM) 1 h 39 m 20 s
118.º José Moisés (AC Portalegre / UTSM) 1 h 41 m 33 s
140.º Manuel Milhinhos (AC Portalegre / UTSM) 1 h 45 m 09 s
151.º Ana Miranda (AC Portalegre / UTSM) 1 h 48 m 45 s – 8.ª F
173.º Helena Ceia (AC Portalegre / UTSM) 1 h 53 m 19 s – 13.ª F
174.º Manuel Ceia (AC Portalegre / UTSM) 1 h 53 m 19s
218.º Filomena Cordeiro (AC Portalegre / UTSM) 2 h 16 m 41 s – 20.ª F
224.º Fidel Merino (MB) 2 h 28 m 53 s
Corre +
Corre + é um projecto de assessoria técnica na área do planeamento do treino na área da corrida. A partir da capacidade real do praticante num momento inicial de avaliação são identificados, quantificados e prescritos os meios a utilizar para que cada um atinja os objectivos realistas a que se propuser. Paralelamente e para os subscritores Corre + Premium são realizadas regularmente sessões práticas em que a interacção com o treinador acontece em actividades de desenvolvimento directamente relacionadas com a corrida a pé. Os atletas do ACP vêm aproveitando o acesso privilegiado a este serviço que pode ser adquirido por qualquer praticante desde quem se inicia até aos que visam os mais elevados resultados. Deixamos algumas fotos de sessões recentemente realizadas na Pista de Atletismo de Portalegre (Assentos).
A voar em Zafra e Quarteira a navegar no Tejo

FDS de múltiplas participações dos atletas ACP que temos destacado nos artigos anteriores. Neste damos conta de mais 3. Vítor Cordeiro começou no sábado a jornada dupla com a participação no XX Cross Feria de San Miguel em Zafra onde foi 6.º da Geral e 1.º M50 correndo os 5 600 m do circuito em 18 m 14 s. Tanto trail e tanta prova parecem não afectar a velocidade base do campeão de Ouguela. No domingo rumou ao Algarve onde, em Quarteira, conseguiu 34 m 14 s nos 10 Km dum GP local com grande nível. Venceu de novo em M50. No evento foi acompanhado por outra máquina ACP. Emílio Paulino foi 24.º com 37 m 36 s subindo ao pódio como 2.º M55. Mais a norte João Pereira navegou entre os milhares que ligaram Algés a Oeiras na Corrida do Tejo. Foi 1245.º com 49 m 31 s, exactamente a mesma marca da sua participação em 2015. Uns relógios suiços, estes lobos!
Paula Matos 2.ª F45 em Viseu
Paula Matos (AC Portalegre / UTSM) classificou-se em 292.º da Geral (13.ª feminina e 2.ª F45) na Meia Maratona do Dão disputada hoje em Viseu por 592 concorrentes. Demorou 1 h 46 m 09 s a cobrir um percurso na zona histórica da secular cidade beirã pouco amistoso para tempos dada a altimetria e as caracterísiticas do piso.Também esta participação foi concretizada em casal, como acontece com várias duplas de lobos, com Sérgio Carinhas a entrar na meta em 177.º com 1 h 39 m 18 s.


Malheiro 7.º no GTSA
Luís Malheiro (AC Portalegre / UTSM) classificou-se em 7.º lugar nos 57 Km D+ 2200 m Grande Trail Serra D’Arga realizado hoje. Demorou 5 h 40 m 39 s a completar uma das provas tradicionalmente mais importantes do calendário nacional e que classificou 310 concorrentes. O melhor foi o cabo-verdiano Danilson Pereira com 4 h 54 m 54 s.
Monteiro e Rodrigues na Maratona de Berlim
Rui Monteiro (AC Portalegre / UTSM) 2.863.º com 3 h 12 m 58 s e Nuno Rodrigues (AC Portalegre / UTSM) 20.089.º com 4 h 33 m 02 terminaram hoje a 43.ª BMW Berlin Marathon, uma das mais famosas do planeta. Rui Monteiro tentou de novo baixar das 3 h, passou à meia maratona com 1 h 30 m 26 mas não conseguiu manter o ritmo na 2.ª metade da prova ( 1 h 42 m 26 s), um bom desempenho contudo até porque o verão alentejano não foi propício a uma preparação adequada. Nuno Rodrigues conseguiu uma prova menos equilibrada com um 2.ª metade bem mais lenta (2 h 07 m 01 s vs 2 h 26 m 02 s). Claro que tudo isto é relativo porque o principal objectivo de viajar e estar presente em grandes eventos foi totalmente conseguido pelas famílias dos dois lobos. A prova, sempre em evidência pelos extraordinários registos cronométricos dos melhores classificados, não fugiu à regra em 2016 com os etíopes Kenenisa Bekele e Aberu Kebede a conseguirem 2 h 03 m 03 s e 2 h 20 m 45 s, 2.ª melhor marca de sempre para ele. Concluíram o evento 26.807 corredores.


Barrero uivou nos Pirinéus

Fernando Alvez Barrero (AC Portalegre / UTSM) terminou ontem, em menos de 24 h, um dos ultra trails mais exigentes do calendário internacional, os 110 Km D+ 7000 m Salomon Ultra Pirineu (ex-“mítico” Cavals del Vent). Conseguiram alcançar a meta 550 dos 1000 concorrentes admitidos e Barrero foi o 324.º com 23 h 52 m 51 s. Mais um feito para o nosso lobo de coração, já que Fernando é atleta de nacionalidade espanhola, reside em Badajoz e representa-nos pela paixão que nutre pela nossa serra de São Mamede onde realiza os seus treinos específicos e pela afinidade para com os membros do clube. . Enhorabuena!


A crónica do Fernando:
El fin de semana del 23 al 25 de Septiembre, se celebró con salida y llegada en Bagá (Barcelona), la Ultra Pirineu 2016, la última de las 5 pruebas de Ultra distancia de las Skyrunner® World Series, lo cual, dicho sea de paso, al 95 % de los que allí estábamos, fuese de la Skyrunner, fuese de la Skywalking o fuese Luke Skywalker, nos daba exactamente igual. Lo importante eran los 110 km. y casi 7.000 metros de desnivel positivo del recorrido por el Parque Natural del Cadí Moixeró.
El jueves de madrugada salimos la caravana extremeña rumbo a Bagá, llegando al destino, más o menos, a la hora del almuerzo del viernes. Justos de tiempo, pero los respectivos trabajos mandaban.
Siempre me gusta dar una vuelta por la feria del corredor, para ver/tocar/probar nuevos materiales, comprar algunos pequeños detalles para los amigos, etc., pero en este caso debimos prescindir de esta costumbre, ya que se presentó una tarde con una tormenta de aúpa. Fue llegar corriendo al pabellón, coger material , trincar el dorsal , dejar la bolsa de vida para el km. 74, y volver a salir corriendo para la casa que mis compañeros habían alquilado en la aldea de Vallcebre, a unos 20 minutos de la salida.
Pues nada, el sábado a las 4.45 de la mañana sonó el despertador y después de las costumbres de rigor, a las 7 de la mañana , allí estábamos listos para el arranque en la Plaça Portxada de Bagá.
***Bagá ( km. 0)- Refugio de Niu de l’Àliga (km. 14) ***
En este tramo se ganaba un desnivel positivo de casi 2.000 mts. en 14 km. Lo recuerdo como un embotellamiento inicial continuo. No creo que me colocase demasiado atrás en la salida, sobre la mitad del personal, que creo que en esta carrera era mi sitio, pero matemáticamente es imposible que unos 1.000 corredores pasásemos por algunos pasos habilitados en este tramo en los primeros kilómetros, y de esto la organización debe ser conocedora, puesto que es simple el imaginárselo.
Aunque en algunos pasos, debimos esperar más de 5 minutos para nuestro turno , el ambiente fue de paciencia y de tranquilidad en todos los atletas. Aparte del considerable desnivel, es un tramo bastante llevadero, sin ninguna zona técnica digna de resaltar.
***Refugio de Niu de l’Àliga (km. 14)- Refugi Serrat de les Esposes (km. 24,8)***
Es costumbre que siempre que preguntamos a alguien del avituallamiento, o algún senderista, ¿Cuánto queda? y nos conteste “una subida y ya está”, acabemos, posteriormente, acordándonos de toda su familia y allegados. En este caso voy a incorporar el término “bajada llevadera”. Sí, en este caso fue el vocablo empleado por un voluntario del avituallamiento del Refugio de Niu de l’Àliga.
Excepto los 3-4 últimos kilómetros , es una bajada, donde se pierden unos 1.600 metros de desnivel, con tramos bastantes técnicos y algún paso de cuerda, donde también, otra vez tuvimos que estar unos 5-10 minutos para que nos correspondiese nuestro turno de paso.
***Refugi Serrat de les Esposes (km. 24,8)- Bellver (km.40)***
Gosol y Bellver son los únicos abastecimientos que no son refugios de montaña. Creo que este tramo, junto con la bajada a Gosol, es la zona más sencilla de la carrera. Mucho sendero. Excepto algunas zonas puntuales, todo es bastante corrible.
Aquí se produjo el embotellamiento más surrealista al que he asistido. Mientras bajábamos por un camino muy estrecho, subía una vacada. Y allí nos juntamos mirándonos, ¡a ver quien se mueve¡ , porque nos fuimos a juntar en la zona más estrecha. Buenamente como pudimos, vacas por aquí, nosotros por allí, échate tú que paso yo, solventamos la situación y continuamos, unos para Bellver y otras para… cualquiera sabe dónde.
En Bellver se encontraba la salida y llegada de la prueba de la maratón, además de la primera base de vida, la cual está habilitada en un pabellón, donde nada más llegar fui objeto de un control de material. Es la primera vez que, en el transcurso de una carrera, he sido objeto de un control de material, lo cual, no debería ser insólito, si no habitual. La ausencia de material de algunos atletas, por ahorrase unos míseros 500 gr., y la falta de seriedad en su exigencia por parte de prácticamente la totalidad de los organizadores, suele ser la norma.
Lo referido, se traduce finalmente en una responsabilidad que a los corredores no nos corresponde, ya que somos los primeros que nos encontramos el problema (atleta en hipotermia sin manta térmica, atleta en dificultades que no puede contactar con los responsables por falta de teléfono móvil, etc.).
Paré lo justo en Bellver, un par de platos de pasta a la mayor velocidad posible, rellenar bidones y para fuera.
***Bellver (km.40)- Gosol (km. 74)***
Se puede resumir en 24 km. de subida y 10 km. de bajada. A medida que íbamos subiendo, al igual que en el primer ascenso al Refugio de Niu de l’Àliga, el bosque iba desapareciendo, dejando paso a zonas con una vegetación mucho más rastrera y con zonas de mucha piedra suelta. La parte final de la subida, para mí, un habitante de la planicie de la vega del río del Guadiana, me pareció una zona descomunal con unos picos colosales.
A la salida del refugio de Prat d’Aguiló, km. 61, empezó a anochecer por lo que tuve que echar mano del frontal. Restaba una subida final de 3 km., una planicie en la cima de 1-2 km. y la bajada a la segunda base de vida en Gosol, la cual se hizo bastante desapacible, ya que empezó a caer una llovizna, acompañada de una niebla que dificultaba muchísimo la visión, al reflejar toda la luz del frontal.
***Gosol (km. 74)- Bagá (km. 110) ***
Gosol era el único avituallamiento donde tenía decidido parar con más detenimiento. Quedaban 36 km. a meta, y en vista de algunos errores cometidos en otras carreras, el planteamiento era hacer una comida generosa, la cual fuese prácticamente el último alimento sólido hasta la llegada.
No me esperaba una parte final de prueba tan exigente. El trayecto del km. 82 al km. 102 , es para mí, sin lugar a dudas la parte más dura de la carrera. Reseñar la bajada del km. 82 al 84, y la subida del Refugio Vents al Refugio Sant Jordi, km. 96 al km. 100 respectivamente.
El descenso del km. 82 al 84, es resbaladizo a más no poder, era prácticamente imposible mantenerme en pie sin ir al suelo. Se me hizo interminable, veía que no controlaba la situación, lo cual acompañado en que iba solo, la lluvia y la noche cerrada, no ayudó lo más mínimo.
Parece que ver a personal en el Refugio Estalet, km. 86 , me volvió a animar un poco para afrontar la siguiente sorpresa, la subida del Refugio Vents al Refugio Sant Jordi., unos 4 km. verticales sin el más mínimo descanso, atravesando la zona de piedras, agua y torrentes de Els Empedrats.
Sobre las 6 h 50 ´de la mañana,con 23 horas 52 ´de tiempo empleado, finalicé la prueba, muy cansado obviamente, pero sin esa sensación de extenuación y sufrimiento que había tenido a finales de junio pasado en la llegada del Gran Trail de Peñalara.
Es mejorable el premio finisher, una sencilla medalla de hierro. También es mejorable mi falta de educación al voluntario que me la puso al llegar a meta, cuando le trasladé” ¿y esta paliza me he pegado para este cacho hierro?”. En mi defensa el cansancio.
ORGANIZACIÓN.- Quizás junto con la Trans Gran Canaria, es la carrera donde he observado la mayor cantidad de recursos empleados por la Organización en una prueba, lo cual es directamente proporcional al precio de la inscripción que se paga.
RECORRIDO.- Espectacular, con una señalización sencillamente perfecta. Me esperaba un recorrido mucho más sencillo, sin tanta zonas de piedra y sin tantísima raíz mojada en superficie, para lo cual, por lo que fui viendo, no hay zapatilla que valga, más que las manos y, a veces, el “culete”.
https://www.strava.com/activities/726392825…
AVITUALLAMIENTOS.- Completísimos. Todo a rebosar de distintos tipos de alimentos y líquidos. Eso sí, eché en falta café, yo al menos no logré verlo, aunque cada vez intento prescindir en las pruebas lo máximo de la cafeína.
CLASIFICACIONES.-
http://www.livetrail.net/h…/ultrapirineu_2016/classement.php
CONCLUSIÓN.- Después de un período en este año, desde Abril a Junio, donde fui encadenando lesión sobre lesión, lo cual, me impidió entrenar con una mínima lógica, había logrado superarlas totalmente este verano, y aunque nunca nos parece que el entreno es suficiente, el poder hacerlo sin molestias era ya un éxito.
Había tenido buenas sensaciones tanto en lo últimos entrenos, como en el Trail del Guerrero de Gredos, 15 días antes de la Ultra Pirineu, por lo que me fijé un objetivo en torno a las 20-21 horas de carrera.
Me encontré muy pesado desde el principio de la carrera, no iba. Ya en el km. 14 en el Refugio del Niu de l’Àliga, con 3 h 15´de carrera, me desentendí de los tiempos de paso que había previsto y anotado en un pequeño plano, que siempre suelo llevar en el bolsillo delantero. Tampoco sería honesto por mi parte decir que me dediqué a disfrutar, sencillamente me di cuenta que, si quería llegar a meta, las pretensiones de tiempo eran irrealizables.
No conocía esa zona, pero me ha parecido preciosa . Las rutas estaban plenamente señalizadas con múltiples carteles, donde indicaban la distancia , dirección y nombre de cada destino. Lástima que las visitas a las carreras siempre suelan ser express, y no se pueda disfrutar con tiempo y tranquilidad.
Me planteo una nueva temporada, quizás con una ilusión que no tenía desde hacía un par de años, con nuevas ideas a incorporar en los entrenos . Si bien fui seleccionado para el nuevo formato de carrera llamado Trans Gran Canaria 360, finalmente opte por ponerme en contacto con la organización y solicitar mi baja. Tenía muchísimas dudas en cómo afrontar una carrera non stop de varias jornadas. Quizás para 2018.
Previamente, en 2017 , intentaré aprender en la Ronda del Cims, mi objetivo para el próximo año. Espero estar en Julio en la línea de salida en Ordino.

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