Ultras e Estrada no FDS

José Brandão 24º em Coimbra

José Brandão 24º no Coimbra Trail

José Brandão (ACP) terminou na 24ª posição (7º M40) os 43 Km do Coimbra Trail concluindo com 5 h 11 m 50 s. Com esta participação de ontem o nosso ultramaratonista termina o Circuito Nacional de distância Ultra.

Grillo 2º em Badajoz

António Grillo (ACP) foi o 2º da Geral nos 10 Km da IV Carrera Solidaria Ruta 091 disputada no sábado 28 em Badajoz. O atleta de Talavera que corre com as nossas cores gastou 35 m 48 s para completar a distância.

Emílio Paulino segue … e soma

Emílio Paulino (ACP) alcançou a 27ª posição da Geral (1º M60) nos 10 Km do III Grande Prémio de Almourol centrado em Vila Nova da Barquinha. Na prova, disputada no domingo 29/9 Emílio gastou 41 m 10 s.

Nuno Rodrigues completa GranFondo

Nuno Rodrigues (ACP) alcançou a 278ª posição da Geral nos 108 Km do MedioFondo Aldeias do Xisto (Ciclismo) centrado no Fundão e na serra do Açor. Na prova, disputada no domingo 29/9 Nuno gastou 5 h 31 m 16 s.

João Pereira na Corrida do Tejo

João Pereira (ACP) classificou-se em 2154º da Geral na Corrida do Tejo (Algés-Oeiras) disputada no dia 22. Correu os 10 Km da mítica corrida de estrada da marginal em 52 m 40 s.

Maria Cabral 14º na Run Castle

Maria Cabral (ACP) concluiu na 14ª posição (10ª F40) os 15 Km da Run Castle disputada ontem (29) em Montemor-o-Novo. Completou a distância em 1 h 35 m 34 s. No mesmo evento Valter Cabral (ACP) foi 90º com 1 h 35 m 34 s.

Nuno Rodrigues no MedioFondo Aldeias de Xisto
Emílio Paulino 1º M60 em Vila Nova da Barquinha
António Grillo Sanchez 2º em Badajoz
Maria Cabral TOP15 em Montemor -o-Novo

Emílio 1º M60 na Feira D’Aires

O arronchense Emílio Paulino (ACP) venceu o escalão M60 do 19º Grande Prémio de Atletismo Feira D’Aires disputado ontem em Viana do Alentejo. A prova principal teve uma extensão de 10 Km que o nosso atleta completou em 44 m 13 s, tendo sido o 17º da Geral. Resultados completos.

Escola do ACP apresentada no FDJ

O Município de Portalegre voltou a organizar o Festival do Desporto e Juventude com um conjunto diversificado de iniciativas que se saúdam. Apesar do mau tempo ter prejudicado imenso o certame para algumas das iniciativas foi acionado um Plano B e assim aconteceu com a apresentação das equipas/atletas por parte dos Clubes da Cidade. O ACP fez-se representar pela sua Escola de Atletismo que, liderada pela técnica Rute Costa, fez luzir as cores amarela e negra com que equipam. Fotos de Mónica Napita.

Barbas a solo entre Campo Maior e Degolados

O casal Joaquim Barbas (ACP) e Odete Barbas (ACP) estiveram em destaque no convívio desportivo realizado hoje entre Campo Maior e Degolados constituído por uma Estafeta e um Corrida em linha com cerca de 10 Km. Nesta Odete foi 2ª com 52 m 52 s e Joaquim 3º com 39 m 41 s.

Odete Barbas (foto de Bruno Cirilo)
Joaquim Barbas (foto de Bruno Cirilo)

Angel e Odilo em Valdiguelo

Angel Cantillo (ACP) classificou-se em 87º (16º M45) na IX Meia-Maratona trail de Valdiguelo gastando 1 h 46 m 03 s a correr os 21 Km D+510 m. No mesmo evento mas na distância mais curta de 13 Km Odilo Gonzalez (ACP) subiu ao pódio em M35 (13º da Geral) com 53 m 07 s. Foi mais uma prestação da Casa do ACP na Extremadura espanhola.

Portalegre à Noite por Trilhos

Não foi das edições mais participadas mas foi seguramente a mais conseguida, o Portalegre à Noite por Trilhos, que informalmente organizámos na passada sexta (20). Perto de uma centena de convivas, entre caminheiros e corredores, partiram do Miradouro de São Cristóvão rumo à serra da Penha, por trilhos novos recentemente limpos, para 2 h a 3 h de atividade física e partilha de bons momentos. Na vertente solidária conseguiu-se algum material escolar que foi entregue ao Agrupamento de Escolas José Régio, como anunciado. Em 2020 regressaremos, quiçá com novidades. A todos os que participaram e colaboraram o nosso muito obrigado.

Temporal na Serra D’Arga

Luís Semedo (ACP) não foi feliz no Campeonato Nacional de Trail disputado ontem na Serra D’Arga. Com a preparação curta após a ressaca do mundial e num evento disputado sob condições atmosféricas adversas tentou seguir num 2º grupo durante a maior parte dos 37 Km da prova mas no último terço queixou-se de dores nas costas a cada impacto e acabou por apenas terminar. Fê-lo 4 h 18 m após a Partida no 38º posto. Terminada a época é agora o momento de recuperar para um 2020 de novo repleto de momentos inspiradores. O ACP esteve representado nos Nacionais por mais uma atleta, Carla Semedo, que conseguiu o 6º posto entre as atletas F40 com 6 h 39 m 55 s. Aos “manos” que não se pouparam a sacrifícios para representarem o clube e Portalegre no nacional o nosso muito obrigado.

Quelhas TOP30 no Vimeiro

Filipe Quelhas (ACP) classificou-se em 27º da Geral nos 32 Km do Vimeiro Trail Run completando a distância em 4 h 18 m 53 s. A prova, disputada no dia 15, pontuava para os Circuitos Nacionais – Series 150. Hoje o nosso atleta do Fundão voltou a competir, em estrada, nos 8,4 Km do GP Caldas de São Jorge classificando-se em 47º com 32 m 04 s. Hélder Melo (ACP) também participou no evento completando-o em 38 m 42 s, classificando-se em 128º.

Hélder Melo nas Caldas de São Jorge (foto de Joana Melo).
Filipe Quelhas

Bruno 5º no Funchal

Bruno Carrilho (ACP) classificou-se em 26º nos 10, 2 acidentados Km do Grande Prémio do Corpo de Bombeiros Sapadores do Funchal tendo sido o 5º no seu escalão etário (M35). Resultados completos.

Emílio 1º na Torre Almerinda 4ª no Avante

Onde há uma Corrida está um lobo, um pódio e uma cerveja!

Emílio Paulino (ACP) venceu hoje o escalão M60 do Cross Trail 12 apóstolos disputado em redor da Torre Miguel Sesmero. Há uma semana, nos 11 Km da Corrida da Festa do Avante Almerinda Velez (ACP) foi 4ª F50. É o mais destacado de um conjunto variado de presenças de lobos em eventos que até incluiu a travessia da Barragem de Montargil a nado! Vejamos a síntese de tudo o que conseguimos apurar:

ATLESCDESGERCATDISRESPROLOCDATA
NUNO RODRIGUESM45NATAÇÃO101153,001:12:10TRAVESSIA BARRAGEMMONTARGIL07/09/2019
JOSÉ VELEZM60ESTRADA5245711,000:56:49AVANTEAMORA08/09/2019
ALMERINDA VELEZF50ESTRADA576411,000:57:50AVANTEAMORA08/09/2019
PAULO GANDUMM40ESTRADA6009111,000:58:10AVANTEAMORA08/09/2019
EMÍLIO PAULINOM60TRAIL16116,001:13:0012 APÓSTOLOSMIGUEL SESMERO15/09/2019
ANGEL CANTILLOM45TRAIL271316,001:17:1712 APÓSTOLOSMIGUEL SESMERO15/09/2019

Vitórias na despedida

O ACP venceu coletivamente as duas distâncias (18 Km e 28 Km) do VII Trail do Sôr disputado hoje. O Longo com uma curta vantagem de 2 pontos para a 2ª equipa, o Barbaris; o Curto com uma significativa vantagem de 33 pontos para a 2ª equipa, o COA. Individualmente os nossos lobos também venceram 3 das 4 Gerais: Marco Nabais (ACP) no Curto; Vitorina Mourato (ACP) no Curto e Luís Semedo (ACP) no Longo, embora nesta prova numa chegada a par com o companheiro de treinos Vítor Cordeiro com quem correu todo o evento. Nas Gerais regista-se ainda o 3º lugar no Curto de Carla Semedo (ACP) num conjunto de bons desempenhos que fez com que os 19 lobos presentes subissem por 14 vezes ao pódio. Publicamos os resultados de todos no último evento do Circuito Distrital de Trail que o ACP voltou a ganhar nas 3 especialidades (Curto, Longo e Ultra). Voltaremos à análise da época logo que seja publicada a versão definitiva das classificações. Resultados completos do Trail do Sôr.

ATLESCGERCATDISRES
LUÍS SEMEDOM2011292:47:43
JOÃO FERNANDESM5542292:53:08
BRUNO NEVESM20139293:09:05
HUGO SEQUEIRAM202313293:29:06
MARCO NABAISM4011181:35:21
VITORINA MOURATOF5011182:07:07
CARLA SEMEDOF4031182:14:29
DORA BICHOF4541182:16:56
MARIA CABRALF4063182:23:43
LUÍS CRUZ RODRIGUESM4572181:49:09
RUTE FERREIRAF4074182:27:21
JOAQUIM BARBASM5081181:51:41
ODETE BARBASF45102182:45:11
ANTÓNIO CASANOVAM50212182:02:10
RAFAEL SILVAM20249182:04:20
ANDRÉ TAVARESM204824182:20:14
LUÍS SIMÃOM205126182:23:38
VALTER CABRALM45538182:23:43
SOFIA RODRIGUESF13 330:14:20
Equipa do ACP que venceu os 28 Km
Equipa do ACP que venceu os 18 Km
Vitórias no Circuito de Trail estavam garantidas mas o ACP participa sempre

Dos orejas para FAB no UTMB

Uma semana após o início da sua aventura no UTMB Fernando Alvez Barrero publicou a sua crónica. Aqui vai ela, com linguagem tauromáquica e na língua materna do autor. Um regalo lê-la e uma boa quantidade de dicas para quem lá for no futuro.

“UTMB. A la segunda fue la vencida. A la segunda pude ponerme en la línea de salida. Unos 16 años desde que empecé a correr, unos 8 años desde que me pasé definitivamente a la montaña, y en los días anteriores tenía la sensación que todo había sido algo preliminar para ese momento. Todo estaba condensado allí, NO íbamos a fracasar, NO nos podía salir mal, NO nos lo merecíamos. SÍ , en plural, por tanta gente que me había proporcionado esa ilusión, ese afecto, esa tolerancia, ese ánimo continuo … todo.

Me atrapó verlo desde fuera en el 2018. La grandiosidad de la Organización, sus recursos, como se recibían a los atletas en meta, la cara de espanto y miedo de los atletas de élite en la línea de salida. Había una segunda oportunidad en 2019.

2017 y 2018 no habían sido buenas temporadas. Una retirada en 2017 en la carrera objetivo, Ronda dels Cims, y una luxación de hombro por caída en 2018 a 2 meses del UTMB, proporcionaron 2 años con más de lo mismo, nada que realmente me ilusionara. Una monotonía, una reiteración en ciclos ya pasados, 6ª participación aquí, 5ª allí, etc.

No tengo entrenador personal. Sí hago una planificación de los entrenamientos, y la experiencia me ha dictado que lo idóneo son unas 20-24 semanas antes del objetivo. Te permite hacer una buena base, unos periodos de carga y descarga, y cuando se aproxima el periodo “serio” poder asimilar un buen volumen de horas semanales, reduciendo el peligro de lesiones. Si en una programación los conceptos a distribuir son densidad, intensidad y volumen, con el paso de los años le he ido dando más importancia a los dos primeros. Un volumen excesivo me produce demasiado stress y fatiga mental a mí y a los míos, y los kilómetros de por sí no dicen nada.
En la salida estaba con casi 600 horas y más de 100.000 D+ de entrenamiento (carrera, gym y bicicleta) desde el 1 de Enero, sin apenas altibajos semanales a partir de Febrero. Me proporcionaba mucha confianza.

La carrera son 171 km y 10.000 metros de desnivel positivo. Una vuelta completa al macizo del Mont Blanc, atravesando territorio francés, italiano y suizo. Con el propósito de auto-engañarme, la dividí en tres tramos:

1º: Salida (Chamonix) hasta Courmayer (Italia) : 80 km y 4600 positivos.
2º: Courmayer- Champex Lac (Suiza) : 45 km y 2400 positivos.
3º: Champex Lac- Llegada (Chamonix): 46 km. y 3200 positivos.

Elaboré un plano, con unos tiempos de paso orientativos con el fin de llegar a meta sobre unas 37 – 38 horas , doblándolo (con el objeto de no caer en el desánimo), de tal forma que solo pudiera ver el perfil y anotaciones del tramo en que estaba. Ojeando en la aplicación Strava la actividad UTMB de diversos Finishers anteriores, me resultaba llamativo el tiempo empleado en el tercer tramo. Comparativamente era muy superior al resto, sobre todo al primero.

–SALIDA (CHAMONIX) – COURMAYER (ITALIA) : 80 km y 4600 positivos —

Una hora antes de la salida comenzó a llover en Chamonix. Se me planteaban 2 posibilidades, o refugiarme de la lluvia, con la consecuencia de situarme en la salida al final de los 2600 corredores, o aguantar estoicamente el chaparrón custodiando sitio. Al final del pelotón salí, en el puesto 2200 aprox.

Al igual que el pasado año ver la salida in situ hizo que textualmente me temblaran las piernas, este año estaba muy sosegado. El caso, que verlo en directo como público debe imponer porque distinguí gente llorando, literalmente, mientras nos aplaudían por las calles de Chamonix.

Los primeros kilómetros transcurren entre aplausos y corredores/as evacuando todo lo sostenido en la línea de salida. Es curioso como con posterioridad, la acumulación de horas en las piernas, es directamente proporcional a la perdida de vergüenza.

Hasta el avituallamiento de “La Balme”, km 40, aunque ya se llevan ganados unos 2000 metros positivos , la carrera avanza por caminos y senderos sencillos. La posterior subida al “Col du Bonhomme” y bajada a “Les Chapieux” (km. 50) , ya transcurre por una senda mucho más rota de piedras.

Mi ritmo era muy suave, a veces incluso me preguntaba si demasiado. Desconozco el motivo, pero en un momento de la bajada a “Les Chapieux” comencé a especular con el fuera de control, lo que me llevó a hacer una bajada con bastante ritmo y desgaste para las alturas de carrera en la que me encontraba. Llegué a “Les Chapieux” con 2 horas y 15´ de margen sobre del fuera de control , y con un dolor de piernas y una cara de tonto bastante considerable.

Los 10 km de subida a la “Col de la Seigne”, me resultaron una verdadera tortura, fueron 2 horas y media, donde sufrí momentos donde me era difícil poder mantener el equilibrio. Desconozco si fue una bajada de azúcar, que eran los momentos previos al amanecer que suelen ser jodidos, que la cabeza necesitaba un rato de desconexión etc. No era un trayecto con un terreno complicado, pero los pensamientos entraron en el bucle: que salga ya el sol / no me puedo retirar/que jodido va a estar acabar esto/vaya fracaso, etc.

En el descenso de la “Col de la Seigne”, ya amaneciendo en territorio italiano, me desvié del recorrido unos 100 metros para ir a un Refugio e intentar recomponerme algo.
Parece que el respiro, y el paso por el “Col des Pyramides Calcaires” me estimuló un poco. Es una pequeña subida con mucha piedra suelta y algún que otro bloque, donde los pensamientos cambiaron a ¿y si le pegó una “pedrá” al dron este que lleva media hora zumbándome la oreja?

Siempre creí que la parte francesa del macizo del Mont Blanc era la auténtica, la agraciada, pero estaba equivocado, todo el recorrido por la parte italiana es sublime. En el alto del “Arete du Mont Favre” nos parábamos la mayoría de corredores para admirar la majestuosidad del Mont Blanc desde la parte italiana, no había visto cosa más impresionante jamás… hasta que abordé el trayecto Refuge Bertone -Refuge Bonatti.

La bajada a la única base de vida del UTMB, “Courmayer”, se puede dividir en 2 partes, una más llevadera hasta el “Col Chercrouit” y otra con una pendiente muy pronunciada por una senda en zig-zag con zonas de mucho escalón, donde es preciso economizar mucho las piernas.

Llegué al polideportivo de “Courmayer” en 17 horas de carrera, 80 km y 4.600 positivos, con un cansancio no excesivo y 2 horas por encima del tiempo previsto. Fin de mi 1er tramo.

–COURMAYER (ITALIA) – CHAMPEX LAC (SUIZA) : 45 km y 2400 positivos–

Unos 46´ estuve en “Courmayer” intentando organizar todo lo preciso para afrontar los siguientes 90 km. de carrera. Aunque llevaba más de 2 horas de retraso sobre el horario previsto, no me preocupaba en demasía, porque mi primer objetivo era acabar y, porque consideraba que la clave era el tercer tramo.
Tenía la intuición en los tiempos de paso estudiados de atletas que se habían movido en pasadas ediciones sobre las 38 horas, que habían llegado muy condicionados físicamente a la última parte, al desgastar en exceso los primeros 125 km. Con el paso de las horas me afilié al florido e ilustre grupo de corredores limitados del 3er tramo .

Tras los prolegómenos iniciales por las calles de “Courmayer”, la subida al “Refuge Bertone” es seca y dura , son casi 900 positivos en 5 km., con 2 km finales muy exigentes.

No es justificable que a alguien se nos prive en esta vida de hacer el trayecto entre “Refugio Bertone” y “Refugio Bonnatti”. Son 8 km. por un sendero, un continuo tobogán, a una cota de 2000 metros, con una perspectiva, a la izquierda, al Macizo del Mont Blanc. Es la parte del UTMB que estamos más próximos a él, tanto por longitud como por altitud . Es extraordinario, transmite un poderío, una fuerza bruta descomunal, monstruosos sus glaciares, sus nieves perennes …vale la pena haber llegado hasta aquí, me siento un privilegiado.

Boquiabierto aun, desciendo al avituallamiento de “Arnouvaz”, km 97.3. Mentalmente el llegar a las 3 cifras va animando, ¡ya estamos restando¡. Recuerdo haber buscado alimentos ricos en grasa (queso, salchichón , etc.) .Tenía la sensación de llevar la digestión un tanto acelerada y precisaba de ralentizarla de alguna manera, para evitar problemas gastrointestinales posteriores. En entrenamientos largos había estado trabajando la velocidad de la digestión con gominolas y fuet , por supuesto todo de la marca blanca del Mercadona, somos corredores populares.

La subida a la frontera italo-suiza se realiza por el “Grand Col Ferret”, es una subida de 800+ en 4,5 km. Excepto un descanso de 300 metros a media altura, es un ascenso con una pendiente pronunciada muy mantenida. Aquí empecé a tener síntomas bastantes claros de fatiga en piernas, lo cual, a estas alturas, no figuraba en los planes.

No hay analgésico mejor que una tormenta a 2.500 metros de altitud , el dolor de piernas desaparece de forma inmediata .Ya van unas cuantas tormentas, pero como esta ninguna. Sin previo aviso comenzó a granizar y aquello se descontroló con una rapidez como nunca había visto. Los 10 km. de bajada a La Fouly era un auténtico río de agua y granizo. Allí, donde se podía, se corrió de lo lindo para salir de esta situación. Soy un corredor propenso a caerme, pues incompresiblemente de los 15-20 corredores pegados que íbamos, creo que fui el único que no dio su “culete” con el suelo.

El avituallamiento/carpa de “La Fouly” era un caos absoluto. Mantas térmicas en el suelo, atletas tiritando de frío, ropa mojada por aquí, seguidores mezclados con atletas (cuando excepto en 3 puntos concretos estaba absolutamente prohibido).

En el UTMB no hay control de material en la salida. En los días previos, a la hora de la recogida del dorsal, debes ir pertrechado con todo el material que vas a llevar el día de la carrera. Aleatoriamente a cada corredor se le solicita dos –tres cosas del material obligatorio (que es bastante extenso), y la Organización transmite su idoneidad o su insuficiencia. En el caso que se indique el visto bueno, debes firmar una declaración jurada en el que se indica que el material que has llevado ese día será en el que llevaras en carrera. Recuerdo el comentario de un corredor, <<que ellos pidieran, que el ya vería lo que finalmente echaba en la mochila>>. Probablemente, muchos de los que cambiaron el buen material impermeable por uno mucho más liviano, se quedaron en “La Fouly”.

Al parecer los únicos que no teníamos problemas en continuar la marcha éramos los corredores, ya que los acompañantes y retirados estaban bloqueados por desprendimientos. 5 horas posteriores a mi salida lograron sacarlos de allí.

Poca cosa más que contar de los 14 km restantes de este tramo, más que 9 km. en bajada muy sencilla hasta “Praz de Fort”, y 6 km de subida por sendero estrecho, hasta “Champex- Lac”, donde se ganan 500 +

–CHAMPEX LAC (SUIZA) – LLEGADA (CHAMONIX): 46 KM. Y 3200 POSITIVOS –

Tercer tramo, el final, donde debería llegar muy entero para recuperar tiempo y posiciones. Son 3 subidas, con unas cotas no excesivamente altas, alrededor de los 2.000 metros, pero muy duras. Además son muy desmoralizantes, porque sospechas en varias ocasiones el final, y nunca llega.

Voy a intentar explicarlo con símiles taurinos;

La primera, de “Plan de L`Au” (una especie de restaurant en medio de la nada donde había más marcha que en la furgoneta del Equipo A) a “La Giete” fue la ESTOCADA CORTA, la que no penetra más que una tercera parte en el toro.

La bajada de “La Giete” a “Trient” , un descenso empinado lleno de escalones , piedra y raíces, fue la ESTOCADA EN SU SITIO, se le llama así a la estocada que está en lo alto, es decir en la yema del toro.

La segunda, de “Trient” a “Les Tseppes” , otra subida interminable, dura, seca, donde había gente echada a dormir a izquierda y derecha en los sitios más inverosímiles, fue la ESTOCADA ENTERA, es la estocada que penetra todo el acero en el toro.

La tercera, de “Vallorcine” a “La Tete aux Vents”, ¡ay que subida¡ , esta fue la ESTOCADA HASTA LA BOLA, aquella que introduce en el toro hasta la pieza esférica que tiene la empuñadora del estoque.

Pues eso, que las 7-8 de la mañana resultaron las 12, y las 38 horas fueron 41 horas 45´.

Objetivamente es la mejor hora para llegar a las calles de Chamonix .Están repletas de animación, de choque de manos, de “Allez Fernando”, “Vamos Fernando” , “Bravo Fernando”, etc.

CONCLUSIONES.-

1. Dejando aparte los gastos de desplazamiento y alojamiento, creo que los 270 € de inscripción del UTMB, es con diferencia la carrera más económica a la que he asistido. Los recursos desplegados (voluntarios, avituallamientos, señalización, etc.) en el desarrollo de la prueba son increíbles.
Que el UTMB es un negocio, es una verdad incuestionable, pero no distingo beneficio con el valor de la inscripción. Entiendo que los patrocinios y merchandising serán la verdadera ganancia.

2. No es una carrera técnica, pero la mayoría del recorrido es muy exigente. Son 10.000 metros positivos, y otros 10.000 negativos, con subidas y descensos con pendientes muy pronunciadas.

3. Me parece inverosímil que haya personal que pueda completar esta prueba por debajo de 25 horas, y extraordinario por debajo de las 30.

4.Los puntos calificativos para poder tener acceso, al menos al sorteo del UTMB, no aseguran que el personal vaya entrenado a la prueba, pero se percibía mucha experiencia y desenvoltura en los corredores.

5. Aunque había estructurado el plan de entrenamiento para alcanzar el pico de forma a final de Agosto, creo que llegué al UTMB en descenso. Las recuperaciones en los entrenamientos no eran igual de rápidas que el periodo comprendido entre finales de Junio-finales de Julio. Probablemente el periodo competitivo final previo no fue el adecuado.

6. No tengo una sensación de euforia por mi finalización del UTMB, si no de tranquilidad. Necesitaba volver a hacer algo que me satisficiera completamente después de 2 años de aburrimiento. Me siento en paz.

<<RECORRIDO: Más o menos
https://www.strava.com/activities/2680228025

Create a website or blog at WordPress.com

EM CIMA ↑